A cultura Hippie

O movimento hippie surgiu na década de 60 como uma forma de protestar contra os acontecimentos da época e os hábitos da sociedade capitalista. Era contra o “sistema” e qualquer outra forma de autoritarismo, defendendo a liberdade intelectual, religiosa, cultural e sexual. O centro desse movimento foi a cidade americana de São Francisco, na Califórnia. Os hippies seguiam o lema Paz e Amor, e protestavam constantemente contra a Guerra do Vietnã. Grande parte deles eram soldados que voltavam inspirados pela cultura oriental com a qual tiveram contato. Essa influência se espalhou pelo Ocidente entre as comunidades hippies contrastando com os valores tradicionais da classe média americana, principalmente em relação às religiões. Os hippies simpatizavam com o misticismo, abraçando aspectos de religiões como o budismo e o hinduísmo. Na década de 70, o movimento perdeu sua popularidade e decaiu nos Estados Unidos, mas ficou para sempre marcado na cultura popular.

As raízes do movimento hippie

Nos anos 50, a juventude já se mostrava insatisfeita com a sociedade e logo surgiu os

beatniks (geraçao “beat”), que se expressavam à sua maneira acrescentando inovações na linguagem e escrita. A gíria “hip”, que significa bacana, antenado, gerou a expessão “hippie”, que se tornou um movimento fundado por professores, alunos e artistas da California.

O universo hippie

Os hippies viviam em comunidade e pregavam o desapego aos bens materiais, por isso consumiam alimentos naturais, evitavam inovações tecnológicas e empregos convencional e usavam roupas velhas para se opor ao consumismo. As cores fortes simbolizavam a psicodelia e os cabelos compridos e barba era para se distanciar do que era considerado correto e elegante. Muitas pessoas pensam que os hippies não era limpos e higiênicos, mas isso não é verdade, eles só não usavam desodorantes e perfumes por os considerarem produtos supérfluos.

Na época, um símbolo desenvolvido na Inglaterra para uma campanha pelo desarmamento nuclear foi adotado pelos hippies e se tornou símbolo da paz.

A música foi um instrumento poderoso para o movimento, principalmente os gêneros rock psicodélico e o folk. Entre os adeptos estavam artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, os Beatles, Led Zeppelin, The Doors, Pink Floyd, Raul Seixas, Os Mutantes, e muitos outros. O Festival de Woodstock, realizado em 1969, foi um marco do movimento hippie.

As drogas eram utilizadas para experiências místico-religiosas conduzidas por um líder espiritual (guru). As drogas mais leves eram consumidas em festinhas e reuniões. Era comum as sintéticas como LSD e mescalina, além da maconha e o haxixe.

 

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