A origem do aplauso

Bater uma palma da mão na outra é um costume mais antigo do que pensamos. É um hábito comum aos primatas, tanto é que macacos também batem palmas. Bater palmas só não é instrumento musical mais antigo do que a voz.
A utilização do aplauso no meio religioso (para chamar a atenção dos deuses e afastar os maus espíritos) data de 50 mil anos atrás, ou mais. Apesar das palmas terem perdido seu valor religioso, ainda é possível encontrar algum uso para elas nas religiões, afirma o musicólogo Felipe Ribeiro.
O gesto de bater palmas invocava os espíritos para que protegessem a arte no teatro grego. No Império Romano, o aplauso definia-se como manifestação de aprovação e entusiasmo, demonstrando agrado em relação a discursos políticos – era costume de Nero levar uma claque em suas aparições públicas.
Nos teatros franceses de Paris, a partir do século 18, era comum a contratação de pessoas da plateia para aplaudir – manobra até hoje utilizada em programas de auditório.
Contemporaneamente, podemos dizer que o aplauso é uma forma de a plateia chamar a atenção para sua própria presença. Segundo Milton de Andrade Leal, diretor da Faculdade de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Santa Catarina: “Em muitas culturas, o aplauso é um gesto autorreferente, no sentido de que se toca o próprio corpo”.

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