Aliança de ouro, símbolo do amor eterno.

Muitas são as origens contadas pelas pessoas da aliança, sem começo ou fim, ela simboliza uma união eterna entre os casais.
Em hebraico, aliança recebe o nome de bérith, que seria o mesmo que compromisso ou pacto. O mesmo vale para as palavras gregas diathéke e synthéke e para as latinas foedus e testamentum.
Elas já existiam em 2.800 a.C. no Egito, onde os nativos de lá a usavam como forma de simbolizar um amor sem fim por sua amada. Isso chegava a ser algo do tipo sobrenatural, já que acreditavam que a aliança os unia pela eternidade, literalmente. Antes de seu uso, o que simbolizava uma união entre o casal eram moedas.
As alianças de ouro na antiga Grécia eram usadas apenas por senadores, sacerdotes de Júpiter e imperadores. Somente em 800 a.C. ela passou a ser usada por aqueles que se casavam, para se tornar selo de posse e fortuna, passando esse costume a se tornar também dos romanos. Eles fizeram isso seguindo um costume hindu. Num primeiro momento a aliança era tida com uma prova de que a mulher era de propriedade de seu marido e que nenhum pretendente poderia se interessar por ela.
Ela também deveria ser usada no anelar esquerdo, por se acreditar que por ele se passava uma veia do coração, ou seja, a aliança ficava ligada ao coração da pessoa. Outros dizem que a mão direita é sinal de poder, decisão, enquanto a mão esquerda seria de submissão. Desta forma, como era dada pelo cônjuge, deveria simbolizar que um passa a ser submisso ao outro. Apenas os judaicos mantêm um costume de usar a aliança no dedo indicador.
A partir do século IX a igreja passou a adotar a aliança, também como um símbolo de união e fidelidade entre seus adeptos.
Para os escoseses, se a mulher perde a aliança, perderá também o marido. Já na Inglaterra, as alianças podiam ser feitas de matérias como ferro, aço, prata, cobre, bronze, couro e junco. No período medieval ela era usada pela noiva no polegar e quando se casavam, o noivo ia mudando de dedo enquanto dizia: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, até chegar ao anelar. Em 1217 o bispo de Salisbury, Richard Poore, determinou que o uso destes anéis não poderia ser feito sem que fosse colocado em sua noiva perante testemunhas e fosse dado como casamento publicamente, pois do contrário seria dado como uma tentativa de seduzir jovens virgens e ingênuas.
Para os chineses a aliança deveria ser usada no anelar porque unindo os dedos e deixando apenas os dedos do meio dobrados um de frente para o outro, estes eram os únicos que não podiam se separar um do outro sem desunir todos os dedos. Cada dedo tem um significado para eles: Polegar – representa os pais; Indicador – representa os irmãos; Médio – representa você mesmo; Anular – representa seu companheiro; Mínimo – representa os filhos.
A idéia de uma aliança de noivado surgiu apenas no século XIII pelo Papa Inocente III, que declarou que deveria haver um período de espera da data de pedido de casamento até a realização do matrimônio. O primeiro anel de noivado que se tem notícia foi dado pelo Rei alemão Maximiliano I a sua noiva Mary de Burgundy no ano de 147. Além da aliança de ouro, a moça recebeu também um anel de diamante.
A aliança de noivado deve ser de ouro e a mesma que será usada no casamento, ela simboliza o compromisso que um tem com o outro. Neste período é importante que os noivos procurem se conhecer ainda mais, ver se é realmente isso que querem e se preparar para a grande mudança que acontecerá em suas vidas.
No casamento as alianças são polidas e já se grava o nome dos noivos e a data do casamento.

One Response to Aliança de ouro, símbolo do amor eterno.

  • Sheila Soares Vieira says:

    Adorei a reportagem e as opções de alianças. Vou ficar noiva e gostaria de informações sobre a aliança da coluna do meio da segunda linha. De qual site ou loja foi extraída a imagem. Aguardo. Obrigada.

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