Biografia de Di Cavalcanti, conheça sua historia

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque nasceu no Rio de Janeiro no dia 06 de setembro de 1897. Dezessete anos mais tarde, com a morte do pai, começa a trabalhar para a Revista Fon Fon fazendo ilustrações. Esse contato com os desenhos torna-se a porta de entrada para a pintura, e é aí que nasce o famoso pintor modernista Di Cavalcanti. Os diversos trabalhos que realizou durante sua vida renderam-lhe muitos prêmios e reconhecimento internacional. Di Cavalcanti ilustrou livros de escritores respeitados como Manuel Bandeira, Oscar Wilde, Vinícius de Morais, Álvares de Azevedo e Jorge Amado. Sua participação em exposições, bienais, grupos artísticos e na Semana de Arte Moderna foi muito importante para o enriquecimento da cultura brasileira.

Em 1917, o jovem Di Cavalcanti muda-se para São Paulo para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Começa a pintar após conhecer o impressionista George Elpons e os escritores Mário e Oswald de Andrade. Em 1921 casa-se com uma moça chamada Maria, e no ano seguinte já se envolve na organização da Semana de Arte Moderna de São Paulo criando catálogos e programas. Em 1923 vai pra Europa e permanece lá até 1925, ocasião que aproveita para expor suas obras e conhecer artistas como Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. De volta ao Brasil em 1926, ingressa no Partido Comunista.

Ao viajar novamente para Paris, cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Durante a década de 30 participa de exposições em salões internacionais e em clubes artísticos modernos de São Paulo. Em 1932 é preso durante a Revolução Paulista e publica o álbum de desenhos “A Realidade Brasileira”, satirizando o militarismo. Nesse período casa-se com a pintora Noêmia Mourão. Depois de solto, trabalha por um tempo em uma rádio francesa e ao voltar para o Rio de Janeiro, é preso novamente. Em 1936 esconde-se na Ilha de Paquetá com a esposa e ficam presos até serem libertados por amigos. Seguem para Paris.

Na década de 50 inicia um relacionamento com Beryl, adotando a filha dela. A carreira prossegue com sucesso: o artista recebe uma proposta feita por Oscar Niemayer para criar imagens para uma tapeçaria no Palácio da Alvorada, também outras para pintar as estações para a Via-Sacra da catedral de Brasília. Nos anos 60 passa a viver em Paris com Ivete Bahia Rocha, apelidada de Divina. Nos anos 70, a pintura “Cinco Moças de Guaratinguetá” vira selo comemorativo.

Di Cavalcanti falece no Rio de Janeiro no dia 26 de outubro de 1976.

As obras do pintor retratavam a realidade da época e o cotidiano.

Principais obras:

– Pierrete – 1922 – Pierrot – 1924 – Samba – 1925 – Samba – 1928 – Mangue – 1929 – Cinco moças de Guaratinguetá – 1930 – Mulheres com frutas – 1932 – Família na praia – 1935 – Vênus – 1938 – Ciganos – 1940 – Mulheres protestando – 1941 – Arlequins – 1943 – Gafieira – 1944 – Colonos – 1945 – Abigail – 1947 – Aldeia de Pescadores – 1950 – Nu e figuras – 1950 – Retrato de Beryl – 1955 – Tempos Modernos – 1961 – Tempestade – 1962 – Duas Mulatas – 1962 – Músicos – 1963 – Ivette – 1963 – Rio de Janeiro Noturno – 1963 – Mulatas e pombas – 1966 – Baile Popular – 1972

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade