Crise econômica na união Europeia

Já se arrasta por mais de dois anos uma grave crise econômica na Grécia, país membro da União Europeia e que possui uma dívida de cerca de 150% do seu PIB. O país, sem condições de financiar o seu déficit orçamentário, foi ajudado, no ano passado, com um pacote de 110 bilhões de euros, bancado pelas nações mais ricas da União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, o FMI. A ajuda não foi o bastante. Outros 110 bilhões de euros foram emprestados, mas com exigência de cortes orçamentários.

Com o endividamento e atendimento às exigências do empréstimo, o governo grego foi obrigado a adotar ações que pioraram o desempenho da economia. A diminuição dos gastos públicos por meio da diminuição da folha de pagamento com funcionários públicos gera diminuição do consumo causada pelo desemprego, o que compromete o crescimento econômico.

A Europa apressa-se em socorrer a economia grega, pois um colapso pode desencadear um efeito dominó como o da quebra do banco americano Lehman Brothers, em 2008. Os bancos alemães e franceses são os principais credores dos 341 bilhões de euros devidos pelos gregos. Caso haja um calote, a Europa teme uma crise de desconfiança e liquidez destas instituições, e as eventuais consequências poderiam ser muito severas.

A crise financeira, no entanto, lançou o país numa profunda recessão o que torna difícil a arrecadação tributária necessária para cumprir as obrigações. A Grécia não conta com a desvalorização cambial (pois usa o Euro como moeda), um caminho natural nestas situações.

Uma saída analisada é a “negociação voluntária” – um reescalonamento nos vencimentos, com extensão dos prazos, para que o país ganhe tempo para se reorganizar. O abandono do euro pelos gregos, que voltariam a utilizar a dracma também é cogitado. Porém, trairia os princípios do bloco e seria o primeiro passo para a sua dissolução. Os analistas dizem que o caminho contrário seria a solução para a crise: aprofundar a integração dos países do euro, para que partilhem de instituições e padrões mais igualitários.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade