Homeopatia, a cura por inversão

A Homeopatia é um método científico que trata doenças a partir da diluição e dinamização da mesma substância que ocasiona os sintomas em um indivíduo saudável. Ela foca no paciente e não na doença, observando as reações individuais, a sensibilidade e o histórico dele para curá-lo, já que geralmente os sintomas aparecem antes da doença se instalar. O termo homeopatia foi criado pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) em 1779 e vem do grego hómoios (semelhante) + páthos (doença), que significa doença ou sofrimento semelhante.

Esse sistema tem como base o princípio “semelhante pelo semelhante se cura”, que foi reforçado por pesquisas de outros estudiosos. Por exemplo, um princípio da farmacologia chamado “resposta bifásica dos medicamentos”, descoberto por Hugo Schultz e Rudolf Arndt em 1870, afirma que: cada medicamento tem duas fases de ação que dependem da dose administrada. Como consequência, em vez da eficácia de um medicamento aumentar proporcionalmente com o aumento da dosagem, os estudos têm provado de modo consistente que doses muito pequenas têm o resultado oposto das maiores. Ficou conhecido como lei de Arndt-Schultz, e mais tarde, descobriu-se que doses ainda menores geram energia vital.

Assim sendo, a homeopatia busca restabelecer o equilíbrio estimulando o organismo a reagir fortalecendo os mecanismos de defesa naturais com medicamentos não agressivos. O próprio sistema natural de cura da pessoa que age restaurando a saúde de dentro para fora.

Apesar de ser reconhecida e mantida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática de Homeopatia não é levada a sério por muitos céticos, que não acreditam em sua eficácia, principalmente por ela ser aplicada também em plantas e animais. É um processo lento e gradativo. Os médicos homeopatas afirmam que os resultados variam de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo á substância usada e da continuidade do tratamento. A homeopatia não é aprovada em doenças mais graves como malária, tuberculose, aids, gripe e diarreia infantil. No Brasil, é considerada como especialidade médica desde 1980, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, e está incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006.

 

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