Linkin Park e seu estilo estrondoso

No ano de 2000, o álbum Hibrid Theory estourou nas paradas de sucesso e apresentou ao mundo a banda Linkin Park e seu estilo próprio de rock. Mesclando hip hop, rock e música eletrônica, o Linkin Park marcou a década com hits de sucesso mundial e premiações, que a tornaram uma das maiores bandas de rock da atualidade. A maturidade mostrada em seus últimos trabalhos tem rendido elogios da crítica, porém desagradando alguns fãs que preferem o estilo dos 2 primeiros álbuns. Mas apesar das novas experiências, o Linkin Park não perde sua identidade, e é isso que veremos no novo álbum de estúdio. The Living Things será lançado agora no dia 26 de junho e já está sendo aclamado pelas prévias de canções disponibilizadas. Vamos relembrar um pouquinho do início da banda.

A banda foi formada em 1996 em Agoura Hill, Califórnia, por iniciativa dos amigos de colégio Mike Shinoda (vocal), Brad Delson (guitarra) e depois Rob Bourdon (bateria). Na universidade, conheceram Joe Hahn (DJ) e Dave “Phoenix” Farell (baixo), e após concluírem o curso, adicionaram o vocalista Mark Wakefield e formaram a banda Xero.

Utilizando um estúdio improvisado na casa de Mike, a banda gravou demos para divulgar e tentar um contrato com uma gravadora, mas sem sucesso. Sem esperança, Mark deixou a banda, que ficou sem vocalista.

Em 1999, um cantor do Arizona foi indicado como substituto. Chester Bennington recebeu uma fita demo da Xero, gravou seus vocais nela e mostrou o resultado pelo telefone. Voou para Los Angeles e na audiência impressionou a todos com sua potência vocal. Pronto! Chester estava na banda, que agora se chamava Hybrid Theory. Juntos, produziram novas músicas.

Depois de várias tentativas, conseguiram um contrato com a Warner Bros. Records no mesmo ano e modificaram o nome para Linkin Park, em referência a um parque de Santa Mônica, na California, chamado Lincoln Park. No ano seguinte estrearam com Hybrid Theory, que se tornaria o álbum bem mais sucedido do século 21.

Discografia

Hybrid Theory (2000) – inovador e contagiante, mistura guitarras pesadas com hip hop e música eletrônica, acompanhados dos vocais agressivos de Chester e dos trechos de rap de Mike Shinoda. Vendeu 8 milhões de cópias só nos EUA. Os maiores hits são as faixas “Crawling”, “In The End”, One Step Closer” e “Points Of Authority.

Meteora (2003) – dando continuidade ao estilo do álbum anterior, apresentam excelentes canções influenciadas pelo rap core, e outras mais leves. As vendas estouraram nas primeiras semanas, assim como os hits “Somewhere I Belong”, “Lying fron You”, “Faint”, “Breaking the Habit”, “From the Inside” e “Numb”. O nome Meteora foi inspirado em uma cidade grega.

Minutes to Midnight (2007) – surpreendeu todos os fãs da banda pela mudança brusca de estilo, que ficou mais suave e pop. Os elementos eletrônicos e de hip hop quase não aparecem. Chester canta com mais suavidade e o rap de Shinoda dá lugar para que ele cante músicas inteiras como “In Between” e ‘No Roads Left’, faixa bônus da versão de turnê. Não foi muito bem aceito pelos fãs, que o consideram fraco. Apesar disso, vendeu bem e alcançou o primeiro lugar em diferentes países. O título se refere ao Relógio do Apocalipse.

A Thousand Suns (2010) – quando pensava-se que o Linkin Park não faria mais nenhuma experiência musical ousada, eis que surge A Thousand Suns. Esse é diferente de tudo que a banda já havia feito e é um álbum realmente diferente. Tem uma atmosfera meio psicodélica, com diversos sons, instrumentos, ruídos, trechos de discursos políticos e ausência de estrutura com refrões em uma ordem determinada. Mike tem grande participação nos vocais e os outros integrantes participam do coro.

Alguns fãs conservadores não se acostumaram e pediam o peso de Hibrid Theory novamente, mas a crítica e os demais fãs encheram o álbum de elogios, comparando-o ao trabalho de grandes bandas como Radiohead e Nine Inch Nails.

É um álbum com sonoridade mágica que tem como tema a guerra nuclear. Canções de destaque: “Burning in the Skies”, “When They Come for Me”, “Waiting for the End”,

“Blackout”, “Wretches and Kings”,”Iridescent” e “The Catalyst”.

O 5º álbum de estúdio será “The Living Things”.

Outros álbuns:

Reanimation (2002) – versões remixadas de “Hybrid Theory” e mais duas canções: “My December” e “High Voltage”.

Collision Course (2004) – parceria com o rapper Jay-Z com canções mistas dos dois artistas.

E o DVD “Live in Texas” (2003), disco ao vivo acompanhado de um DVD.

A banda participou da trilha sonora dos três filmes da franquia Transformers com as faixas “What I’ve Done”, “New Divide” e “Iridescent” (remix).

O Linkin Park já tocou duas vezes no Brasil, no ano de 2004 no Estádio do Morumbi, e em 2010 no Festival SWU.

 

One Response to Linkin Park e seu estilo estrondoso

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade