Modernismo Brasileiro, vale a pena conhecer um pouco da historia

O movimento modernista brasileiro teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922, um acontecimento revolucionário para a arte e história do país. Influenciado pelas vanguardas europeias, foi desenvolvidos por intelectuais que tiveram contato com esses movimentos (o futurismo da Itália, o expressionismo da Alemanha, o cubismo de Picasso, o dadaísmo na Suíça, entre outros). Esses artistas inovadores causaram muita polêmica ao apresentar um novo estilo de arte, bem diferente do que as pessoas estavam acostumadas a ver. Os conservadores criticavam os trabalhos, como aconteceu com a pintora Anita Malfatti: após retornar de seus estudos na Europa, resolver fazer uma exposição de seus quadros expressionistas e foi duramente criticada pelo escritor Monteiro Lobato no artigo de jornal “Paranoia ou Mistificação”. Nele, foi praticamente chamada de louca e impostora, sendo agredida também por outras pessoas. Mas você pensa que isso impediu o desenvolvimento desse novo estilo artístico? Felizmente, não.

Para reforçar, outros artistas juntaram-se a Anita e formaram o Grupo dos Cinco: a pintora Tarsila do Amaral, os escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, marcando a primeira fase do movimento. Mais intelectuais tiveram participação nesse evento que ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. A programação contava com leitura de poemas, conferências, dança e música. A Semana de Arte Moderna era uma oportunidade para todos exporem seus quadros, obras literárias e recitais adaptados das técnicas europeias.

Os modernistas queriam renovação e inovação, fugindo do tradicionalismo e formalismo do movimento parnasiano em voga na época, ideia que chocava os que não eram adeptos da mudança.

Primeira fase – caracterizada pelas tentativas de implantação do movimento renovador e divulgação de obras modernistas no período de 1922 a 1930.

Propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros.

Fatos importantes – publicação da revista Klaxon, um meio de divulgação das ideias modernistas e lançamento dos movimentos culturais:

Pau-Brasil – defensora da poesia primitivista, valorizando nosso passado histórico e cultural, além da aceitação dos contrastes da cultura brasileira.

Antropofagia – inspirado nos rituais antropofágicos dos índios brasileiros, nos quais eles devoram seus inimigos para lhes extrair força, tem a proposta de devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, para não perder a própria identidade.

Verde-Amarelismo e Anta – defendia um nacionalismo ufanista com inclinação para o nazifascismo.

Segunda fase – de 1930 a 1945, rica na produção poética, focava nas questões sociais e problemas sociopolíticos como a desigualdade social, a vida dos retirantes, os resquícios de escravidão, o coronelismo, entre outros.

 

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