Picasso, o mestre do Cubismo

Pablo Picasso é um dos maiores nomes das artes plásticas do século XX, reconhecido por fundar o Cubismo ao lado de George Braque e pela versatilidade de suas famosas obras. Nascido na cidade espanhola de Málaga, no dia 25 de outubro de 1881, Picasso começou a pintar quando criança, desenvolvendo também seu talento como escultor e desenhista. O dom para a pintura certamente foi herdado do pai, que era professor de desenho. As obras mais famosas do artista são “Les Demoiselles d’Avignon” (1907) e o mural “Guernica” (1937).

Picasso estudou em Barcelona e trabalhou na França, naturalizando-se francês. Seus trabalhos como pintor era dividido em várias fases com predominância de certas cores, cada uma com influências e temas diferentes.

Fase Azul (1901-1904) – com predominância de tons de azul para enfatizar a melancolia e elementos marginalizados pela sociedade.

Fase Rosa (1905-1907) – fase alegre e sensível com predominância das cores rosa e vermelho em obras de conotação lírica. Nesse período Picasso desenvolve o cubismo, influenciado pelos trabalhos de Cézanne. O Cubismo era um movimento artístico que dava a liberdade ao artista para retratar o real com adição de outros elementos e materiais. As figuras eram geometricamente desconstruídas com várias partes apresentadas sob um mesmo plano, sendo bastante chocante na época.

1937 – época marcada pela Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e a criação do mural “Guernica”, obra expressionista que simboliza a violência e o massacre sofridos pela população da cidade de Guernica.

Sabe o que também influenciava o artista em suas obras? As mulheres. Seus relacionamentos forneciam-lhe inspiração para novas veredas artísticas.

1940 – retomada das temáticas do início de carreira e dedicação à outras áreas das artes plásticas como escultura, gravação e cerâmica.

1960 – Picasso passa a pintar obras de artes de outros artistas, como “O Almoço Sobre a Relva”, de Manet e “As Meninas”, de Velázquez.

Aos 87 anos, Picasso trabalhou com gravuras que retratavam o circo, o teatro, as touradas e o erotismo, temas de sua juventude. Em sete meses produziu 347 gravuras, parecendo prever o encerramento da carreira artística. Anos depois, visão comprometida o obriga a parar de trabalhar.

No aniversário de 90 anos ganha uma exposição própria no Museu do Louvre, torna-se o primeiro artista vivo a expor suas obras na grande galeria do museu.

No dia 08 de abril de 1973, falece na cidade de Mougins, região perto de Cannes, na França.

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