Rio de Janeiro nos tempos de capital federal

O Rio de Janeiro já passou por um trabalhoso processo de reurbanização enquanto ainda era capital do Brasil, na qual o governo da época agiu com autoritarismo. A população carente que vivia, principalmente, no centro da cidade foi praticamente expulsa de suas casas, que logo depois foram destruídas. Com apoio do médico sanitarista Osvaldo Cruz houve uma campanha intensa para a limpeza e desinfecção da cidade. Essa desinfecção era feita por agentes sanitários acompanhados de policiais que invadiam as casas das pessoas mais pobres para fazer a limpeza e vacinar contra a varíola à força.
A varíola era uma doença causadora de morte na época e as primeiras vacinas ainda estavam sendo desenvolvidas. Com isso, a população temia que ao invés de estar sendo protegida da doença, pudesse talvez a estar contraindo, mas em outubro de 1904 a vacina se tornou obrigatória através de decreto do governo. A população da então capital federal se revoltou com o governo após esta decisão tomando as ruas com agitações populares.
Houve a destruição de prédios públicos, tombamento de bondes e saques aos quais o governo reagiu duramente, ocasionando a morte de várias pessoas. Para controlar a revolta, foram utilizados navios de guerra que chegaram a bombardear a Praia Vermelha. Após o governo reassumir o controle da cidade, o Presidente Rodrigues Alves decidiu  que a vacinação não seria mais obrigatória, mas sim opcional. Esse episódio foi conhecido como “Revolta da Vacina”.

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