Surrealismo, um grande movimento artístico

O Surrealismo foi um movimento artístico surgido em Paris na década de 1920, caracterizado pela representação do mundo inconsciente através de imagens abstratas e oníricas. O movimento foi validado a partir de um manifesto publicado pelo ex-integrante do Dadaísmo André Breton. A partir daí, outros ex-integrantes se reuniram e divulgaram esse novo tipo de arte com obras riquíssimas para a as artes plásticas. Os representantes mais conhecidos são Antonin Artaud (teatro), Luis Buñuel e Max Ernst (Cinema), René Magritte e Salvador Dalí (artes plásticas). Em meio a duas guerras mundiais, o Surrealismo representava o mundo inconsciente para propor o desapego à lógica e racionalismo. Portanto, não eram apenas imagens bizarras, mas uma forma de enxergar o mundo e usar a imaginação livremente para recriar e não perder a criatividade ameaçada pelas limitações da sociedade burguesa. O manifesto de 1924 foi o passo inicial e baseava-se nos estudos do psicólogo Freud relacionados à psicanálise e o subconsciente.

As obras surrealistas despiam os objetos de sua significância normal deixando-os com o aspecto das imagens distorcidas dos sonhos, utilizando também métodos de colagem e escrita automática (produção feita por impulso, sem estrutura, completada por outros de maneira ilógica). A fantasia, o devaneio e a loucura eram os temas mais frequentes.

Salvador Dalí e René Magritte são os principais artistas do movimento, que recebeu influências do dadaísmo, cubismo, abstracionismo e expressionismo. Dalí entrou para o grupo em 1929, época em que foi escrito o segundo manifesto e a edição da revista “A Revolução Socialista”.

O Surrealismo serviu de base para a definição do modernismo, tornando-se uma de suas influências.

Obras importantes do Surrealismo:

Le Jockey Perdu (1926) – René Magritte

A persistência da memória (1931) – Salvador Dalí

La Voix des Airs (1931) – René Magritte

Palais Promontoire (1931) – Yves Tanguy

A Última Ceia (1955) – Salvador Dalí

Invenção Coletiva (1934) – René Magritte

A Queda (1953) – René Magritte

O Carnaval de Arlequim (1924) – Joan Miró

Maternidade (1924) – Joan Miró

 

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